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A divisão sensorial: a chave para os espaços multifuncionais

A divisão sensorial: a chave para os espaços multifuncionais

MARçO 2026
·
4 minutos
·

Os espaços de trabalho atuais já não se limitam a um único modo de utilização. Ao longo de um mesmo dia de trabalho, as equipas precisam de se concentrar, colaborar, conversar ou desconectar-se. Conceber ambientes capazes de se adaptarem a estas dinâmicas implica ir além da disposição tradicional e refletir sobre a forma como o espaço é percebido e vivido.

É aqui que entra em jogo a zonagem sensorial, uma estratégia de design de interiores corporativo que organiza o ambiente de acordo com os diferentes níveis de estímulo visual, acústico e social, para facilitar experiências mais equilibradas. Esta abordagem está intimamente ligada ao conceito de «Life Friendly Spaces», que propõe a conceção de ambientes capazes de se adaptarem às necessidades físicas, cognitivas e emocionais das pessoas.

Conceber ambientes dinâmicos implica ir além da disposição tradicional e refletir sobre a forma como o utilizador realmente percebe e vivencia cada espaço.

O que é a zonagem sensorial nos espaços de trabalho

Esta metodologia consiste em organizar o espaço de acordo com o tipo e a intensidade dos estímulos a que os utilizadores estão expostos. Em vez de conceber áreas apenas com base na sua função operacional, são tidos em conta fatores como o nível de ruído, a privacidade visual, a densidade social e o conforto físico.

A aplicação deste filtro permite criar gradientes de atividade. Os profissionais podem deslocar-se facilmente entre ambientes dinâmicos ou mais tranquilos, consoante as necessidades da sua tarefa. Trata-se de uma abordagem essencial nos escritórios contemporâneos, onde a diversidade de perfis exige ambientes de trabalho ágeis e inclusivos.

Como conceber espaços multifuncionais adaptados às pessoas

A zonagem sensorial permite transformar os espaços abertos em ecossistemas dinâmicos onde coexistem diferentes ritmos. Em vez de compartimentar, criamos transições.

As zonas sociais estimulam a conversa e a troca informal de ideias, enquanto as áreas de transição permitem breves pausas. Quando é necessário concentrar-se, as zonas de concentração oferecem um ambiente com menor estimulação visual e acústica para proteger o trabalho individual. Por sua vez, os espaços de descanso favorecem a recuperação cognitiva. Manter este equilíbrio ajuda a reduzir a sobreestimulação e melhora a capacidade das pessoas de gerir a sua energia ao longo do dia.

Escritórios da Endesa (Sevilha, Espanha)
Escritórios da Endesa (Sevilha, Espanha)

O zoneamento sensorial transforma os espaços abertos em ecossistemas vivos. Em vez de erguer paredes e dividir os espaços, criamos transições.

Que mobiliário de escritório ajuda a criar ambientes sensoriais?

A divisão sensorial nem sempre requer alterações arquitetónicas. Muitas vezes, é criada a partir de elementos que modulam a perceção do espaço sem a necessidade de erguer divisórias.

Os separadores acústicos permitem definir microespaços dentro de ambientes abertos. Proporcionam diferentes níveis de privacidade sem perder a sensação de amplitude. Soluções modulares como a Folia introduzem limites suaves que organizam o fluxo de pessoas, controlam as perspetivas e reduzem o ruído visual. É importante ter em conta que, de acordo com estudos de neuroarquitetura, após uma distração, demoramos cerca de 23 minutos a recuperar a concentração. Mitigar estas interrupções estruturais é fundamental para o desempenho.

Espaço de trabalho com Cuff, Folia e Trayy Linne
Espaço de trabalho com Cuff, Folia e Trayy Linne

De acordo com estudos de neuroarquitetura, demoramos 23 minutos a recuperar a concentração após uma distração. Minimizar estas interrupções é fundamental para o desempenho.

Assentos confortáveis que criam espaços de interação mais humanos

Os espaços de conversa ou de pausa requerem elementos que convidem a permanecer e a interagir de forma natural.

Peças de mobiliário confortável, como o Cuff, contribuem para criar ambientes mais acolhedores e descontraídos no local de trabalho. O seu caráter de lounge facilita encontros informais, momentos de descanso ou conversas espontâneas, conferindo uma dimensão mais humana ao ambiente de trabalho.

Espaço de descontração com a Folia e o Cuff
Espaço de descontração com a Folia e o Cuff

Por que apostar na conceção de espaços equilibrados

À medida que os ambientes se tornam mais híbridos, o design de interiores deve encontrar formas de criar espaços capazes de se adaptar a diferentes formas de trabalhar e de sentir. Esta necessidade de adaptação responde diretamente às tendências dos novos espaços de trabalho, onde a flexibilidade e a preocupação com a experiência humana marcam a pauta.

A zonagem sensorial oferece uma resposta eficaz, permitindo que um mesmo espaço abranja múltiplas experiências. Através da organização estratégica do mobiliário, das divisórias e das áreas de interação, é possível construir ecossistemas flexíveis. Ambientes onde cada elemento contribui para um objetivo claro: que as pessoas possam trabalhar, colaborar e sentir-se bem.

Ponto de encontro no Coworking WAO
Ponto de encontro no Coworking WAO

O design de interiores corporativo tem um objetivo claro: criar ecossistemas flexíveis onde as pessoas possam circular livremente, colaborar e sentir-se bem

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