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Pertença e «mattering»: quando o espaço nos faz sentir que somos importantes

Pertença e «mattering»: quando o espaço nos faz sentir que somos importantes

MARçO 2026
·
3 minutos
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Há espaços que são simplesmente utilizados e outros que se sentem. A diferença reside, geralmente, em algo intangível: a sensação de pertença. No design contemporâneo de escritórios, esta experiência está diretamente relacionada com um conceito-chave do bem-estar: o «mattering», a perceção de que uma pessoa é importante dentro de um ambiente.

Quando um espaço transmite essa ideia, muda a forma como as equipas o habitam. Permanecem mais tempo. Participam com maior fluidez. Estabelecem uma relação positiva com o local.

O modelo de cultura empresarial «Life Friendly Spaces» parte de uma premissa clara: os espaços de trabalho devem ser concebidos a pensar na vida das pessoas, para além das meras atividades produtivas. Porque quando um local responde às necessidades reais de quem o utiliza, deixa de ser estritamente funcional. Transforma-se num ecossistema onde cada pessoa sente que a sua presença conta e faz parte dele.

«Life Friendly Spaces» é uma nova forma de entender os espaços, com o objetivo de os tornar mais adaptados à vida, sendo o bem-estar, a inclusão, a flexibilidade e a sustentabilidade os seus pilares fundamentais.

Os espaços de trabalho devem ser concebidos a pensar na vida das pessoas, para além das meras atividades produtivas.

O design de mobiliário que coloca as pessoas no centro

Os ambientes que promovem o sentimento de pertença têm uma característica em comum: adaptam-se a quem os utiliza.

Recusam-se a impor uma única forma de se sentar ou interagir, oferecendo adaptabilidade, liberdade de movimentos e conforto térmico ou acústico. Neste contexto, o mobiliário de design desempenha um papel fundamental, sendo o ponto de contacto mais direto entre a arquitetura de interiores e o profissional.

As cadeiras operacionais contemporâneas, como os modelos A+S Work, TNK Flex ou TNK AUREA, incorporam soluções ergonómicas avançadas. Acompanham o movimento natural do corpo para ajustar a postura de acordo com as características de cada utilizador. A sua configuração promove a saúde física durante longos períodos de utilização, facilitando um dia de trabalho dinâmico.

Este tipo de soluções técnicas otimiza a experiência física do utilizador e, ao mesmo tempo, transmite uma mensagem de valor. O ambiente foi concebido para cuidar de quem o ocupa.

O mobiliário de design desempenha um papel fundamental, uma vez que constitui o ponto de contacto mais direto entre a arquitetura de interiores e o profissional.

Como adaptar os espaços ao ritmo das pessoas?

O sentimento de pertença está intimamente ligado à autonomia no local de trabalho. A possibilidade de mudar de postura, movimentar-se ou ajustar o ambiente de acordo com a tarefa gera uma ligação orgânica com o local.

As mesas eleváveis, como a Menssula, permitem alternar com agilidade entre o trabalho sentado e em pé. Promovem a atividade física durante o dia de trabalho, criando escritórios mais ativos.

Da mesma forma, sistemas operacionais versáteis como o Mobility facilitam configurações modulares capazes de responder a diferentes dinâmicas de trabalho, abrangendo tarefas que exigem elevada concentração individual ou reuniões de colaboração em grupo.

A possibilidade de mudar de postura, movimentar-se ou ajustar o ambiente de acordo com a tarefa cria uma ligação orgânica com o local.

Quando o espaço permite transformar a disposição de forma natural, os profissionais sentem-se à vontade para o adaptar às suas necessidades.

Conceber espaços empresariais onde se possa conviver e criar

Hoje em dia, os espaços profissionais devem oferecer um valor acrescentado para além da funcionalidade. Devem criar experiências orientadas para incentivar a ligação humana, o bem-estar e a retenção de talentos.

A combinação de ergonomia, fluidez e versatilidade contribui para estruturar ecossistemas empresariais que funcionam com eficácia e se revelam acolhedores para quem os habita.

Porque quando a arquitetura se centra no bem-estar humano, o escritório deixa de ser apenas um local de passagem.

Transforma-se num ambiente de pertença.

E onde, acima de tudo, as pessoas sabem que são importantes.